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Segmento de segurança eletrônica cresce 22% na região Sul


O setor de segurança eletrônica cresceu 12% no Brasil de acordo com o último levantamento da Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), realizado com base em registros do ano de 2010 comparados a 2009. Desse total, o mercado da região sul foi o que mais apresentou crescimento, registrando uma expansão de 22%, ficando atrás apenas da região sudeste. De acordo com a pesquisa, o aumento foi impulsionado, principalmente, por micro e pequenos negócios, que representam mais de 50% do faturamento do setor no país. Entre os itens mais procurados, estão os sistemas de circuitos fechados de TV e monitoramento através de alarmes.
Antes de adquirir produtos e serviços, alguns cuidados são recomendados com o intuito de se obter um planejamento eficaz de segurança na área empresarial. O uso de equipamentos adequados, determinados de acordo com espaço e local do empreendimento, a procura por consultoria especializada, além da união de sistemas eletrônicos de segurança a profissionais capacitados são algumas recomendações iniciais.  De acordo com Jorge Fernandes, encarregado de segurança do Grupo PoliService, outro ponto importante é investir em ações preventivas. ?Infelizmente, o empresário de pequeno porte, muitas vezes, é imediatista. Ao se investir em segurança é importante pensar a médio e longo prazo, antecipando-se a ocorrência de possíveis crimes?, ressalta.

Equipamentos X porte de empresas

- Micro e pequenas empresas:
Para as micro e pequenas empresas, de acordo com Fernandes, é essencial ter o acompanhamento, principalmente inicial, de uma empresa especializada. Isso porque, um planejamento prévio deve ser feito, levando-se em conta os objetivos do gestor do empreendimento para que não haja desperdício de investimentos. ?Não é aconselhável a compra direta de equipamentos, sem orientações de especialistas, pois há o risco de adquirir um equipamento que não é compatível ao espaço de instalação ou não cumpre com o objetivo da empresa?, orienta.
Além disso, entre as organizações deste porte, câmeras de vigilância e o monitoramento via alarmes e sensores são os recursos mais indicados. Por isso, devido à variedade das funcionalidades desses equipamentos ? ligadas principalmente a variações da qualidade e do registro de imagem, e tecnologia para monitoramento de alarmes ?, somente um especialista saberá orientar que tipo de equipamento é o mais indicado.

No caso de monitoramento de alarmes, segundo Fernandes, a placa ethernet e o GPRS têm obtido destaque dentre os dispositivos de segurança e são indicados para empresas de todos os portes. Ambas são interfaces de comunicação entre um sistema eletrônico e uma rede. Enquanto a placa ethernet repassa informações para a internet, o GPRS as transmite para a rede GSM de celular, evitando cabo físico e sabotagem de informações. ?Com esse sistema é possível enviar um pacote de dados com uma constância muito maior e custo bem menor. Somente a economia que será obtida com telefone já é suficiente para cobrir o investimento?, garante.
- Médio e grande porte:
Para intensificar a segurança em empresas de médio e grande porte, a prioridade deve ser um planejamento que trabalhe a tecnologia em conjunto com um sistema humano. Neste caso, porteiros e vigilantes bem treinados devem atuar alinhados aos dispositivos tecnológicos empregados. Equipamentos que disponibilizam mais recursos, como o Circuito Fechado de TV (CFTV) Digital, permitem um monitoramento mais completo, próprio para este tipo de organização, podendo ter acesso a dados por meio de rede local ou internet, obter imagens com o máximo de qualidade, além de acessar facilmente o histórico de registro de imagem.

Tecnologia a favor da segurança no setor empresarial

Aliar ações preventivas a investimentos em dispositivos tecnológicos são medidas essenciais para coibir danos a empresas e estabelecimentos comerciais

Com a atual competição no cenário econômico, a preocupação com segurança torna-se parte fundamental no gerenciamento de dados e do patrimônio das empresas. Nos dias de hoje, ameaças e riscos de danos representam ações tão significativas, que podem até mesmo comprometer a continuidade das atividades de uma organização.

Segundo o especialista Jorge Fernandes, encarregado de Segurança do Grupo PoliService, mesmo com o aumento desta preocupação, os investimentos em tecnologia voltada a segurança empresarial ainda são realizados com pouco planejamento. ?A maioria dos empresários não investe em segurança. Infelizmente, muitos acabam procurando esse serviço somente depois de sofrer danos e não de forma preventiva, como deveria acontecer?, declara.

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